O Recife e os EUA
Austrália é a Inglaterra ensolarada. As chuvas que caem no país Europeu nem de longe passam por essas bandas. Tudo aqui é seco, de cores fortes com o sol que brilha mais que em nossa cidade. A luz do sol por aqui é branca e não amarela como no nosso verão e isso porque estamos no inverno aqui. Alguns minutinhos de exposição por aqui sem proteção é queima de pele na certa. Dizem que o buraco da camada de ozônio é aqui em cima. Eu acredito viu, realmente é absurdo o brilho, branco que nem papel, de doer a vista. Incrivelmente diferente. Pôr-do-sol aqui é único, inesquecível. O sol esmaece no mar, só falta sair a fumaçinha na hora do mergulho. Espetáculo visto só nesse lado do mundo. Quando lembro de beleza, lembro nossa cidade, lembro o nosso Raincife, ou seria Hellcife, doesn’t matter, tudo me lembra Recife, tudo comparo à Recife, somos os melhores, os maiores, os tampa de Crush, como dizia o frango que trabalhou comigo, “Nós fecha de badoque e raio laser meu filho”. Como todos sabem, brasileiro aqui é das bandas de SP, vem com aquela conversinha de maior, eu empurro logo a Veneza brasileira no meio, qual é? Recife tem tudo de melhor, carnaval, são João, até o nosso natal é dez mil vezes mais emocionante. Claro que não tem nada de diferente no natal, é só para aumentar, se é pra aumentar, tem que caprichar né não?! Agora tá uma dúzia de neguinho querendo conhecer Recife. Tem até uns que tão economizando aqui pra dar um pulinho por lá quando voltar. Exagero meu. Isso não salva a cidade das minhas reclamações dos absurdos do trânsito, do lixo, da falta de educação das pessoas, das chuvas arrasadoras em nosso estado, da falta de infraestrutura, das obras da prefeitura que nunca acabam, da porra do ônibus lotado, ou seja, de tudo. Sei que são erros de uma cidade em desenvolvimento, de um país crescente, que vai tropeçando nessas besteirinhas em vez de procurar acertar e mudar, propagar respeito mútuo, respeito ao povo que paga por essas obras e o povo respeito à cidade que o abriga, o que claro, é praticamente impossível, pois educação é questão cultural, e a falta dela, deficiência antiga que herdamos de outros tempos. Pintaram e bordaram com o nosso país, esculhambaram, até ajeitar de novo, leva tempo. Apesar de tudo, ainda acredito no Brasil, pois temos uma economia próspera de muito futuro, já me perguntaram por aqui, como o Brasil exporta tanto para fora, principalmente alimentos, como a economia do Brasil tem crescido tanto, eles pensam que só a Austrália tem economia forte e crescente, claro né pessoal, sem comparações, Austrália é a sétima economia mundial, enquanto nós estamos pra lá do décimo quarto no ranking. Mas como? Eles se perguntam, para eles como para o resto do mundo, somos apenas fantoches dos países líderes. Falando nisso, nossa economia só cresce se a nação mais poderosa do mundo quiser. Quem manda na América, são os EUA queira você ou não. Faço menção e entrarei nesse assunto porque estou assistindo os noticiários daqui sobre a economia americana e isso muito me preocupa. Fico imaginando o que vai ser do nosso Brasilzão, se os “stêitis” quebrar. Muitos comemoram essa fase dos americanos por aqui, e no Brasil aposto que tem nego feliz da vida, pobres ignorantes, dependemos demais dos EUA, temos que torcer pelo bem dos nosso vizinho de cima, mesmo que não concordemos com o que fazem. Tem australiano de rodo comprando ações e casas na América, e digo logo, isso não é bom. Tão loucos pra derrubar os EUA. E não tem maneira melhor que começando pela economia. Só em pensar que nos EUA, as coisas seguem a preço de banana, eita banana não, aqui a palma da banana tá por 26 conto, digamos a preço de noodles (“nissin miojo”) o qual o pacotinho tá na pechinca por 70 cents. (Ei mãe, o que é banana mesmo?), me deixa apreensivo. Quantas multinacionais americanas têm no Brasil? Um monte. Enfim, salvem a América. E se depender dos ingleses (australianos), os americanos estão ferrados e de tabela, nós também. Deixemos esse assunto para outro dia rezando veementemente por dias melhores aos EUA afim de não termos a volta da economia do inicio da década de 90, Sem emprego, sem casa, sem dinheiro...