Me mudei
Consegui finalmente um lugar para ficar. Não mudei de bairro, continuo em Cannington, só que bem mais próximo da estação de trem, o que por aqui é considerado um mini-luxo. Estou gostando, divido a casa com duas pessoas da China, Malásia, sei lá. Tem que cozinhar para sobreviver, fiz a feirinha da semana, vamos ver no que vai dar... Mais tranquilo, vou retomar a procura por emprego, agora mais sossegado terei mais tempo para isto. Vou mudar de assunto, mas quem tem o costume de acompanhar o que escrevo sabe que mudo de tema de uma hora pra outra sem avisar, pois bem, realmente estou gostando das aulas de inglês, nasci pra isso, realmente meu inglês deu um salto triplo carpado digno de nota 7,5, médio, não vou dizer 10 por que aí já é coisa de fluência, por enquanto não, mas se desse mais um tempinho por aqui quem sabe... Sentiu a firmeza? Rsrs... sonho meu... Uma coisa é certa, Jacqueline, a inglesa me orientou dizendo que preciso definir o inglês que quero falar, o americano, estudado em toda minha vida, ou o britânico, o qual comanda por essas bandas. Tô misturando tudo que é pronúncia, é muito chato falar uma palavra que você sabe que tá certa, chegar um nativo e te corrigir falando de uma forma totalmente diferente. O inglês britânico difere do americano basicamente na pronúncia, o qual é mais parecido como se lê em português, e algumas palavras que comparando com o português de Portugal é possível ter noção da diferença das línguas. Por exemplo, chinelo (tipo havaianas) no inglês americano é flip-flop, já no britânico é “thong”; outro caso legal é a borracha que no americano é eraser, já no britânico é rubber. A pronúncia das palavras com “er” no final é sempre “á” no inglês Britânico. Por exemplo: Water, remember, never... pronunciando britanicamente fica “uótá, rimembá, névá ” sem falar no querido, amado CAN que “americanamente” pronuncia “kén” já no britânico fica do mesmo jeito que se lê: “can”. Estranho né? mas é assim. Assusta de primeira. Uma coisa é certa, estudando o inglês britânico, o americano fica mais fácil de entender. O ideal claro é ouvir as duas formas, mas um conselho legal pra quem pretende iniciar o estudo do inglês, é começar pelo britânico, se você tem uma noção da pronúncia americana. Assisto TV por aqui e quando vem algo dos EUA dá para entender melhor. Claro que não é porque você sabe o britânico que vai saber tudo do americano, porque as palavras mudam de um país para o outro. O fato é comprovado no próprio português que diz que pelota em Portugal é bola. Mesma língua mas palavras diferentes para significar a mesma coisa. Quando me refiro a ser mais fácil significa entender com mais facilidade as expressões. O diálogo em si. O inglês americano é muito bom para a América, para o mundo o ideal é o inglês falado na Europa. Não se desespere porque está estudando o inglês americano porque o povo vai lhe entender do mesmo jeito, eu só estou esclarecendo o que todo estudante de inglês sofre por aqui e na Europa segundo os europeus que ensinam na escola. Eu não estou inventando nada, só replicando o que escuto. Vai entender o que um australiano fala, nem eles se entendem, é praticamente uma batalha, além de falar rápido, a pronúncia é totalmente diferente daquela que a gente vê no Brasil e na América. A Austrália foi colônia da Inglaterra, assim como Brasil de Portugal. Estados Unidos também foi colonizado pelos ingleses, mas diferente da Austrália, eles se tornaram independentes bem antes, recebendo imigrantes de todas as partes do globo, o que influenciou diretamente na língua falada hoje. A Austrália começou o processo de imigração a menos de 50 anos, eu digo, a imigração em massa como feito na América do Norte há centena de anos. Aqui era só inglês e aborígene (o verdadeiro povo aussie (australiano)), comparando com o Brasil, são como os nossos índios, os verdadeiros donos da terra. Claro que imigração, emigração é um processo que não pára, sempre está acontecendo no mundo, principalmente após catástrofes, guerras, proliferação de doenças, etc... eita, aula de história gratuita... rsrsrs... depois escrevo mais! Beijo!